O nome de Luciano Pontes Garcia, responsável pelo Festival de Música Negra, voltou ao centro das discussões após a edição realizada no último fim de semana ser criticada pela baixa presença de pessoas negras.
No entanto, essa não é a primeira vez que o produtor enfrenta questionamentos. Há cerca de três anos, ele já havia sido citado em reportagens que apontavam possíveis conflitos de interesse em projetos financiados com recursos públicos.
O festival é organizado pela Associação Brasiliense de Promoção à Cultura, Diversidade e Formação (ABC-DF), presidida por Luciano, que também utiliza o nome artístico Luciano Ibiapina.
Verba pública e suspeita de conflito
Em junho de 2023, a associação recebeu R$ 3 milhões da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal para organizar os desfiles das escolas de samba daquele ano.
A situação gerou controvérsia porque a entidade possuía o mesmo CNPJ do Grêmio Recreativo Carnavalesco de Vicente Pires (Gruvipi), escola que acabou vencendo o grupo de acesso. Além disso, a própria associação foi responsável pelo pagamento dos jurados do desfile, levantando suspeitas sobre a lisura do processo.
À época, o caso foi analisado pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal, que concluiu não haver irregularidades.
Contratação de si próprio em projeto
Outro episódio veio à tona em julho de 2023. Reportagem revelou que Luciano teria contratado a si mesmo em um projeto cultural realizado em 2021.
O evento “Brasília Viva Live Show”, promovido durante a pandemia, recebeu R$ 567 mil por meio de um termo de fomento. Entre as atrações estava o próprio Luciano Ibiapina, que realizou uma apresentação de uma hora e recebeu cachê de R$ 15 mil.
Histórico sob escrutínio
Com as críticas recentes ao Festival de Música Negra, o histórico do produtor volta a ser analisado, especialmente no que diz respeito à gestão de recursos públicos e possíveis conflitos de interesse em projetos culturais.
