
Famílias do grupo “Mães de Alérgicos DF”, que reúne cerca de 968 mães, relatam dificuldades para conseguir as fórmulas especiais fornecidas pela rede pública de saúde do DF

Mães de bebês e crianças com Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) estão denunciando a falta de fórmulas especiais na rede pública de saúde do Distrito Federal.
As denúncias estão sendo feitas por integrantes do grupo “Mães de Alérgicos DF”, que atualmente reúne 968 mães e familiares de crianças com alergias alimentares. Segundo relatos compartilhados no grupo, há famílias que estão há mais de dois meses sem conseguir receber regularmente a fórmula prescrita para seus filhos nos centros de distribuição da Secretaria de Saúde do DF.
Para essas famílias, a situação representa mais do que uma dificuldade de acesso a um produto. Crianças com APLV podem necessitar de fórmulas específicas como parte do manejo nutricional da alergia, e a substituição de uma fórmula por outra não deve ser feita por conta própria, pois depende da indicação clínica.
Em consulta ao painel oficial InfoSaúde-DF, em 17 de setembro de 2026, alguns produtos destinados a crianças com APLV apareciam como “sem estoque”, incluindo:
- Código 17659: fórmula infantil à base de proteína láctea extensamente hidrolisada, sem lactose, para crianças com APLV até 2 anos;
- Código 17686: fórmula infantil à base de aminoácidos livres para crianças com APLV até 2 anos.
Ao mesmo tempo, outro produto destinado a essa população, o código 25798, aparecia como “com estoque” no momento da consulta.
A diferença entre as fórmulas é relevante, já que a indicação depende das características clínicas de cada criança. Portanto, a existência de estoque de determinado produto não necessariamente resolve a situação de uma criança cuja prescrição seja de outra fórmula.
Mães pedem respostas
Diante dos relatos, as famílias querem saber quando o abastecimento será normalizado e quais medidas estão sendo tomadas para evitar que crianças permaneçam sem a fórmula indicada. O PTNED — Programa de Terapia Nutricional Enteral Domiciliar — disponibiliza fórmulas específicas para determinadas condições clínicas, incluindo APLV, conforme os critérios estabelecidos pela Secretaria de Saúde.
As mães do grupo Mães de Alérgicos DF afirmam que não querem apenas explicações: querem a garantia de que seus filhos terão acesso à alimentação adequada e prescrita. A reportagem está recebendo relatos de famílias que enfrentam o problema e busca esclarecimentos junto aos responsáveis pelo fornecimento das fórmulas no Distrito Federal.














