
As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Distrito Federal enfrentam um cenário de superlotação. Dados divulgados pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) mostram que, nesta semana, 11 das 13 unidades operavam com número de pacientes internados acima da capacidade instalada.
O caso mais crítico foi registrado na UPA Ceilândia II, localizada no Setor O. A unidade alcançou uma taxa de ocupação de 400%, o que significa que havia quatro pacientes para cada leito disponível. A situação levou ao uso de camas improvisadas e à permanência de pacientes em corredores, evidenciando a pressão sobre a rede pública de saúde.
No conjunto das 13 UPAs, a taxa média de ocupação chegou a 177%. Ao todo, as unidades contam com 185 leitos, mas a demanda por internações ultrapassou significativamente a capacidade de atendimento.
Apenas duas unidades conseguiram operar abaixo do limite de ocupação. A UPA de Sobradinho registrou 90% de ocupação, enquanto a unidade de São Sebastião apresentou taxa de 71%.
Confira os índices de ocupação registrados nas UPAs do Distrito Federal:
- Ceilândia II – 400%
- Gama – 244%
- Núcleo Bandeirante – 242%
- Ceilândia – 238%
- Paranoá – 211%
- Vicente Pires – 211%
- Recanto das Emas – 176%
- Samambaia – 152%
- Brazlândia – 144%
- Planaltina – 144%
- Riacho Fundo – 122%
- Sobradinho – 90%
- São Sebastião – 71%
Os números reforçam o desafio enfrentado pela rede de urgência e emergência do Distrito Federal, que convive com alta demanda por atendimentos e escassez de leitos para internação, impactando diretamente pacientes e profissionais de saúde.









