Vídeo mostra condições precárias em área de alimentação do HMIB; trabalhadores denunciam salários atrasados

As imagens registram pisos com sujeira aparente, ralos, bancadas, panelas, bandejas e outros utensílios em um ambiente que, segundo a denúncia, faz parte da rotina de preparo e manipulação de alimentos da unidade hospitalar.

Além das questões relacionadas à higiene, trabalhadores denunciam que a empresa MC Alimentação encerrou um contrato de aproximadamente dois anos com o Governo do Distrito Federal (GDF) sem quitar os pagamentos de parte dos funcionários. De acordo com os relatos, alguns trabalhadores estariam há cerca de dois meses sem receber salários, além de aguardarem o pagamento de verbas trabalhistas e outros direitos.

Segundo os denunciantes, o contrato foi encerrado, mas os empregados continuam cobrando os valores devidos sem que, até o momento, a situação tenha sido resolvida.

O Hospital Materno Infantil de Brasília é referência no atendimento a gestantes, mães, recém-nascidos, crianças e pacientes em situação de vulnerabilidade. Por isso, denúncias envolvendo as condições de higiene em áreas relacionadas à alimentação e o não pagamento de trabalhadores geram preocupação quanto à prestação dos serviços e à fiscalização dos contratos públicos.

Especialistas em gestão pública destacam que, embora a execução dos serviços seja terceirizada, cabe ao órgão contratante acompanhar a execução do contrato, fiscalizar o cumprimento das obrigações e adotar as medidas previstas quando houver irregularidades.

Diante das denúncias, a reportagem procurou a MC Alimentação para esclarecer os motivos dos atrasos nos pagamentos aos funcionários e buscou posicionamento do Governo do Distrito Federal e da Secretaria de Saúde do DF para informar quais providências estão sendo adotadas, inclusive sobre eventual retenção de pagamentos, utilização de garantias contratuais e medidas para assegurar os direitos dos trabalhadores.

Até o fechamento desta publicação, os posicionamentos oficiais ainda não haviam sido divulgados. O espaço permanece aberto para manifestação da empresa e dos órgãos públicos envolvidos.

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