
Pedro tinha apenas 14 anos”: família pede justiça após adolescente morrer 50 dias depois de acidente causado por motorista suspeito de embriaguez no Pará.
Acusado, natural de Brasília, responde em liberdade por homicídio qualificado por dolo eventual; família luta para que caso seja levado a júri popular
Uma tragédia ocorrida no Dia das Mães de 2025 continua causando dor e revolta em uma família que busca justiça pela morte do adolescente Pedro Henrique, de apenas 14 anos. O jovem faleceu após passar 50 dias internado em estado grave, em consequência de um acidente ocorrido na Estrada de Ajuruteua, em Bragança, no nordeste do Pará.

Pedro de apenas 14 anos não resistiu e faleceu 50 dias depois do acidente.
Segundo informações da família e dos autos do processo, o acidente aconteceu em 11 de maio de 2025, quando um veículo conduzido por Maycon Douglas Gomes Teixeira, natural de Brasília e que estava a passeio na região, teria invadido a contramão em uma curva e colidido violentamente contra o carro onde estavam Pedro Henrique e seu pai.
As circunstâncias do caso são consideradas graves. De acordo com os registros da investigação, o motorista apresentava sinais de embriaguez, recusou-se a realizar o teste do bafômetro e estaria trafegando em alta velocidade no momento da colisão.

Maycon Douglas Gomes Teixeira natural de Brasília, segundo investigações apresentava sinais de embriaguez e foi preso em flagrante, no entanto deixou a prisão menos de 24 horas após pagar a fiança equivalente a 5 salários mínimos.
As imagens do acidente mostram a violência do impacto. O veículo ficou completamente destruído às margens da rodovia. Equipes de resgate foram acionadas para prestar atendimento às vítimas.
Pedro Henrique sofreu ferimentos gravíssimos e permaneceu internado por cerca de 50 dias, mas não resistiu às complicações e morreu. O pai do adolescente também ficou gravemente ferido, passou quase dois meses hospitalizado e sofreu múltiplas fraturas. Segundo familiares, sua sobrevivência é considerada um milagre.

Imagem do veículo

Atualmente, o acusado responde ao processo em liberdade. O Ministério Público obteve o enquadramento do caso como homicídio qualificado por dolo eventual — quando o condutor assume o risco de produzir o resultado morte. A defesa da família acompanha o andamento processual e busca que o caso seja submetido ao Tribunal do Júri.
Para os familiares, a luta agora é para evitar que a morte de Pedro Henrique caia no esquecimento.
“Não queremos vingança. Queremos justiça. Queremos que a morte do Pedro não seja apenas mais uma estatística. Nenhuma família deveria passar por uma dor como essa”, afirmam parentes.
A família também pede o apoio da sociedade para dar visibilidade ao caso e acompanhar o andamento do processo judicial.
Enquanto aguardam os próximos desdobramentos na Justiça, os familiares seguem convivendo com a ausência de um adolescente que tinha sonhos, planos e toda uma vida pela frente.
Pedro Henrique tinha apenas 14 anos.















